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PROJETO
O projeto consistiu na criação de 36 estudos durante 36 semanas (duração média de um ano letivo com as respetivas pausas entre períodos), em que cada compositor escreveu 12 estudos inspirados em temáticas distintas, como a criação de nova música portuguesa, o revisitar, requalificar e adaptar aos tempos atuais repertório português pré-existente pouco conhecido, ou mesmo com base em Canções Tradicionais. Cada estudo foi idealizado com vista ao desenvolvimento de dificuldades técnicas/musicais generalizadas e transposto em todas as tonalidades dos instrumentos lecionados durante o Ensino Básico (Dó, Si Bemol, Mi Bemol e Fá), podendo ainda ser interpretados no Ensino Secundário – dependendo do instrumento e do grau de dificuldade do estudo –, em 3 claves (Sol, Fá e Dó) e com um acompanhamento de piano como auxiliar harmónico de estudo para os alunos. Os 36 estudos, estão disponíveis para tocar nos seguintes instrumentos: violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo, guitarra, flauta de bisel, flauta transversal, oboé, clarinete, fagote, saxofone, trompa, trompete, trombone, eufónio, tuba, vibrafone e marimba.

COMPOSITORES
Eduarda Ferreira iniciou os seus estudos musicais na Sociedade Artística Musical Fafense – Banda de Golães, aos sete anos de idade. Mais tarde, ingressou na Academia de Música José Atalaya e, atualmente, frequenta o curso de Direção Coral e Formação Musical na Escola Superior de Música de Lisboa. Ao longo do seu percurso académico realizou vários concertos a solo, de música de câmara, de coro e de orquestra. Iniciou os seus trabalhos de composição em Outubro de 2016, tendo obras para diversas formações instrumentais. Realizou também arranjos para distintas formações, como trios, quartetos, coros, orquestra sinfónica e orquestra de sopros. Em Outubro de 2017, ganhou uma Menção Honrosa no “4º Concurso de Composição de Canções para Crianças”, organizado pela Associação Portuguesa de Educação Musical (APEM), com a obra “O relógio de sala”. Em Junho de 2019, ganhou o 1º Prémio na categoria a solo do “Prémio de Composição Século XXI (X Edição)”.
Nuno Peixoto de Pinho nasce em São João da Madeira, em 1980. É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto (2007). Em 2016, doutorou-se em Ciências e Tecnologia das Artes pela Escola das Artes da Universidade Católica do Porto e Musik-Akademie Basel (Suíça), onde trabalhou sob a orientação de Erik Oña (2016). A actividade de Nuno Peixoto de Pinho enquanto compositor abraça múltiplos géneros e formatos, da música orquestral à de câmara, passando pela música vocal e ensemble. Repertório que revela uma especial dedicação à música pré-existente, a partir da qual produz transformações e estabelece diálogos com outros géneros musicais, que resultam numa distorção/relação com a sua fonte. Desta forma, Nuno procura alcançar um novo “eu” ou como o próprio compositor denomina de “reciclagem musical”. Objecto de estudo da sua tese de doutoramento: “Processos de Criação e Reutilização Musical a partir da obra do compositor Jorge Peixinho (1940-1995)”. Atualmente leciona na Academia e Escola Profissional de Música de Espinho e Academia de Música José Atalaya [Fafe]. Desde 2007, é professor convidado na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo e na Escola Superior de Educação [Porto], na área de composição musical. É investigador no CITAR da Universidade Católica Portuguesa, instituição onde lecionou teoria e análise musical entre 2007 e 2014, e cofundador do Projecto que nasce em 2016, Raízes – Canções Feirenses. Desde 2007, colabora com o Serviço Educativo da Casa da Música como membro do Factor E (coautor de workshops).
Paulo Bastos nasceu em Vila Pouca de Aguiar. Começou a estudar música com Hélia Soveral na Escola de Música do Porto. Posteriormente terminou a Licenciatura em Composição na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, onde foi agraciado com o “Prémio de Melhor Aluno” e o Mestrado em Teoria e Análise Musical na Universidade de Aveiro. Trabalhou com diversos compositores e agrupamentos, como The Strasbourg Percussions, Sharon Kanach, Filipe Pires, Dieter Schnebel, Cândido Lima, Stefano Scodanibbio, Álvaro Salazar, Gerhard Stäbler, Jorge Peixinho, Nicolaus A. Huber, Virgílio Melo e Ken Valitsky. A maioria da sua obra foca-se em música de câmara e música para crianças, não obstante o número significativo de obras para orquestra, instrumento solo e eletrónica. Algumas estreias, gravações, bem como dedicatórias da sua música tenham sido escritas especialmente para e encomendadas por grupos e músicos de qualidade conceituada. Leciona Análise, Composição e Música Eletrónica no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga desde 1996.

ACOMPANHAMENTOS

FICHA TÉCNICA
João Vidinha Duarte | Produção, Execução, Edição
Mariana Rosa | Co-Produção, Design
Ana Filipa Luz | Execução (Acompanhamentos)
Miguel Veríssimo | Realização/Montagem Vídeo